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Quinta-feira, 29 de Julho 2010

 

 

Ecopista do Dão deverá ser inaugurada até Outubro
Guilherme Almeida assegurou que "a empreitada está, no geral, muito adiantada", apenas havendo "situações mais específicas, como as pontes de Mosteirinho e do Granjal (Santa Comba Dão)", que se atrasaram porque era necessário haver condições climatéricas ideais e equipas especializadas.
O autarca adiantou que "o dono da obra é a Câmara de Viseu e que a infra-estrutura de 53 quilómetros de comprimento vai custar mais de cinco milhões de euros", sendo, pois, um trabalho de grande fôlego. "Não se trata de uma intervenção qualquer", esclareceu.
Referiu ainda que, pelo que viu, "a obra está bonita e é bastante interessante, pois vai promover a qualidade de vida e a saúde de cidadãos de três concelhos", concluindo: "É preciso não esquecer que só a parte de Viseu já é frequentada por muitos milhares de pessoas!"

Reabilitação de espaços
O presidente da Câmara de Tondela sublinhou, por seu turno, que "as obras estão a correr com normalidade". A estrutura, como é do conhecimento geral, vai de Viseu a Santa Comba Dão, passando pelo município tondelense.
O presidente da Câmara de Santa Comba Dão, João Lourenço, afirmou que "as obras no município estão um pouco atrasadas", devido ao facto de "ser necessário construir duas pontes sobre o Rio Dão".
Sendo mais específico, João Lourenço referiu que a ponte que vai obrigar a um trabalho mais prolongado será a do Granjal. "De resto, falta deitar uma camada colorida sobre o tapete betuminoso que agora cobre a infra-estrutura.
A Ecopista do Dão, depois de construída, será a maior do país, pois terá o comprimento de 53 quilómetros e será, também, aquela que estará dotada com o melhor piso, equipamento, mobiliário urbano e com a melhor recuperação do edificado, preservando as marcas antigas das estações e equipamentos da linha férrea do Dão, cujo trajecto segue.
Além de possibilitar o contacto com a natureza, o arquitecto Manuel Marques, que imaginou a obra do ponto de vista técnico, não esqueceu a questão energética, sendo a infra-estrutura um exemplo de mobilidade e sustentabilidade, com a preocupação de, perto das áreas urbanas, serem criadas zonas de estacionamento e, no que concerne à iluminação, ser feita através de painéis fotovoltaicos.
Acresce ainda a preocupação na preservação das espécies autóctones que embelezam o trajecto e, quanto à segurança, foram concebidas grades de segurança para as pontes que, em situação de emergência, facilmente são removidas.
Essas foram algumas das as razões que levaram os presidentes das Câmaras de Viseu, Tondela e Santa Comba Dão, a manifestarem a sua satisfação pela realização da obra - aquando da sua apresentação -, na requalificação e reabilitação que vai fazer dos espaços que lhe são contíguos.
 

 

 

Seia de Matos

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