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Quinta-feira, 29 de Julho 2010

 

 

Quantidade de vinho baixa mas qualidade aumenta
A quantidade de vinho vai ser inferior à de 2009, mas tudo aponta para que 2010 seja um ano de boa qualidade, revelou ontem Calisto Mouta, dirigente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão. A directora do Centro de Estudos Vitivinícolas de Nelas, Vanda Pedroso, referiu que quem apanhou granizou vai ter perda de produção

Calisto Mouta justifica "a quebra de produção" à quantidade de granizo que caiu em Abril e do míldio, que atacou em muitas zonas", razões de peso para que haja uma diminuição de produção, embora a qualidade se mantenha.
Falta saber como vai ser Agosto próximo, um dos meses decisivos para as uvas e não só, e depois como vão decorrer as vindimas, isto é, se haverá ou não pluviosidade nessa altura, o que a acontecer deitaria por terra também a qualidade.
Fazendo um pouco o historial deste ano, quanto à vinha, Calisto Mouta aponta que "começou por haver uma boa nascença, aparecendo depois o granizo e o míldio, que vieram prejudicar e muito a produção, em termos de quantidade".
Entretanto, "se tudo correr bem, ou seja, se no próximo mês de Agosto cair alguma chuva, principalmente na primeira quinzena, as coisas ficarão orientadas para uma produção de boa qualidade", salienta Calisto Mouta.
O dirigente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão não deixou, contudo, de chamar a atenção para uma outra realidade que poderá estragar tudo, mesmo no fim: "É necessário que na altura da vindima não chova!"
Como diz o povo, "até ao lavar dos cestos é vindima", assinala Calisto Mouta.

Sinais de escaldões
"Embora não tenha uma visão global da região, sei que quem apanhou granizo vai ter uma queda de produção.
Por outro lado, nas zonas onde isso não aconteceu, a quantidade será potencialmente superior à do ano passado", frisa, por seu lado, Vanda Pedroso, directora do Centro de Estudos Vitivinícolas de Nelas (CEVN).
Ressalvando que a informação que está a disponibilizar tem a ver com os ensaios realizados pela CEVN, sublinha que quanto à qualidade ela será boa.
"Ando, no entanto, a torcer, para que as altas temperaturas desapareçam, mesmo antes de vir chuva, porque já vi sinais de escaldões solares em cachos e folhas, o que é mau", frisa.
 

 

 

Seia de Matos

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