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Fogos “estranhos” são de origem criminosa
Os vários fogos que têm deflagrado no distrito são de origem criminosa, avançou o governador civil de Viseu. As ocorrências são “elevadas” e “muito estranhas”, disse Miguel Ginestal. Ontem, a cortina de fumo que envolveu a cidade impediu o normal funcionamento dos meios aéreos
O elevado número de ocorrências e de reacendimentos de incêndios em alguns concelhos do distrito de Viseu são “de origem criminosa”. A convicção foi ontem deixada pelo governador civil de Viseu, Miguel Ginestal, que sustentou haver “algo de muito estranho” na forma como os fogos têm deflagrado nos últimos dias. Na terça-feira, por exemplo, no distrito foram registadas 52 ocorrências, um “número de muita difícil compreensão”. “Não estamos habituados a ver no mesmo concelho e à mesma hora várias deflagrações”, disse o governador civil, frisando que as autoridades competentes estão “atentas” a este fenómeno. Uma situação que vários comandantes de corporações de bombeiros também estranham e para quem não há dúvidas tratarem-se de “fogos postos”. Para Miguel Ginestal, as elevadas temperaturas não justificam tantas ocorrências, apelando à população para estar atenta e denunciar qualquer “movimentação que considere estranha”. “Todos nós temos de ser activos na vigilância e também adoptar comportamentos exemplares”, frisou. O governador civil disse ainda que os meios têm sido suficientes para o combate aos fogos no distrito, lembrando que ainda não houve necessidade de pedir ajuda a outras corporações do país. “O dispositivo está operacional e todos os agentes da protecção civil estão articulados”, concluiu.
Fumo prejudicou intervenção de meios aéreos O final de tarde de ontem em Viseu começou a ficar escuro mais cedo do que habitual. Uma grande cortina de fogo envolveu a cidade e era possível ver cinzas a cair. Segundo a Protecção Civil, o fumo – que provinha de incêndios de Aveiro, Porto e Braga – impediu a saída dos meios aéreos para ajudar no combate aos fogos que estavam activos no distrito de Viseu. Ao início da noite, as corporações de bombeiros estavam envolvidas no combate às chamas em Cabanas de Viriato (incêndio que voltou a reacender-se), em S. Pedro do Sul e na Serra do Castro (Viseu), onde há três dias também deflagrou um fogo. Também o IP3 esteve cortado entre Mortágua e a Livraria do Mondego, por causa de um incêndio que estava a lavrar na zona de Penacova. O trânsito começou a ser desviado para vias alternativas por volta das 16 horas.
S.R.
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