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Alunas promovem acções
sobre violência nas escolas
O Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique vai acolher acções de sensibilização sobre "bullying" a fim de se prevenirem situações de violência entre os alunos
Catarina Tomás Ferreira * Três alunas da Escola Superior de Educação de Viseu, a fazerem estágio na Junta de Freguesia de Ranhados, vão levar às escolas acções de sensibilização sobre "bullying". Este termo inglês traduz-se num comportamento violento sobre outra pessoa, agredindo a sua integridade física, emocional e psicológica que pode conduzir a comportamentos de risco. O objectivo é sensibilizar a comunidade educativa (alunos, professores, auxiliares, assistentes, pais e encarregados de educação) para esta problemática cada vez mais preocupante e pertinente no meio escolar. Liliana Pereira, Mariana Pestana e Tânia Fonseca são as promotoras da iniciativa que irá percorrer as escolas do primeiro ciclo do Agrupamento Infante D. Henrique. A primeira acção é sexta-feira, na escola de Jugueiros com a oradora Sofia Costa que irá falar aos alunos. Para abordar o assunto com os pais, em horário pós-laboral, vão estar os psicólogos Pedro Laja e Ana Amaral, da Associação para Protecção de Pessoas em Risco. As escolas de Ranhados e de Faíl serão as próximas a receber a visita das alunas e dos oradores. Segundo Liliana Pereira, a prevenção é o grande objectivo desta acção, pois apesar de não ser conhecido nenhum caso de violência escolar, a estagiária admite que há sempre alguns conflitos entre os alunos, como em grande parte das escolas. O caso do aluno que se atirou ao rio Tua na semana passada, em Mirandela, alegadamente devido a agressões que sofreu por parte de colegas de escola, não teve qualquer relação com as acções desenvolvidas pelas estagiárias, uma vez que a planificação já tinha sido feita anteriormente. Na sequência deste caso, a ministra da Educação, Isabel Alçada, anunciou ontem que o Governo vai dar mais poder às escolas e às direcções para que "a intervenção seja mais pronta, mais rápida, mais segura e mais ligada aos pais e à comunidade educativa" em casos de violência. A ministra lembrou que a lei e os regulamentos internos das escolas são muito claros quanto à "inaceitabilidade" de qualquer forma de "ameaça, agressão ou violência" nos estabelecimentos de ensino.
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